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Archive for the ‘Finanças’ Category

Comprar ou alugar um carro

Muito já se ouviu falar sobre alugar uma casa ou compra-la, mas e se você ou sua empresa deseja adquirir um carro, seja ele para uso pessoal ou para fins profissionais, você já chegou a pensar na opção de alugar ao invés de comprar?

Estou analisando isso nesse momento e quero compartilhar com vocês a minha analise. Gostaria de receber críticas e também possíveis erros e equívocos.

Vamos aos dados (no final do artigo deixo a planilha para download):

Depreciação: custo ou despesa decorrente do desgaste de um ativo imobilizado (máquinas, veículos, móveis, imóveis e instalações) da empresa;

Seguro: proteção do patrimônio adquirido ou acumulado;

IPVA: Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores é um imposto estadual, cobrado anualmente, cuja alíquota varia a cada Estado (de 1% a 6%) de acordo com o valor de mercado do veículo.

Licenciamento: procedimento que autoriza o veículo a circular pelas vias.

Seguro obrigatório (DPVAT): seguro que cobre vidas no trânsito, utilizado para indenizar vítimas de danos pessoais causados por veículos.

Manutenção: atividade que visa manter o bom funcionamento do bem para atender plenamento suas finalidades.

Custo de oportunidade: indica o custo de uma oportunidade renunciada, ou seja, quanto poderia ser obtido caso determinado gasto não ocorresse.

Documentação: procedimento burocrático para liberação de documento e emplacamento do veículo.

Sabendo o que é cada uma das despesas para manter um veículo, vamos aos números:

Depreciação: considerei a depreciação do veículo no primeiro ano de 10% e nos demais anos 5%;

Seguro: considerei um valor conservador para o veículo de 5% do valor de mercado do mesmo;

IPVA: considerei o valor de 4% (valor utilizado no Estado de São Paulo);

Licenciamento: valor fixo de R$ 59,33 (Estado de São Paulo);

Manutenção: 5% do valor de mercado do veículo (esse valor ínclui manutenção básica e troca de pneus);

Custo de oportunidade: 10,75% a.a. (líquido) (valor obtido em uma operação conservadora – Tesouro Direto);

Emplacamento: 3% do valor de compra do veículo;

Valor do aluguel mensal: R$ 1.500.

Tendo esses valores em mãos, vamos as contas:

Considerando o aluguel de 2 anos de duração (média dos contratos de longo-prazo), chegamos na seguinte conclusão:

– Comprando o veículo, teremos um custo total no valor de R$ 22.576,51;
– Alugando o veículo, teremos um custo total de R$ 36.000,00.

Vendendo o veículo após 2 anos e resgatando o investimento realizado, temos os seguintes valores:

– Vendendo o veículo: R$ 28.215,00;
– Resgatando investimento: R$ 41.692,53.

Considerando o valor que temos em mãos (venda do carro ou resgate do investimento), temos os seguintes valores:

– Comprando carro: R$ 5.638,49;
– Alugando o carro: R$ 5.692,53.

Como vemos, em 2 anos a diferença é mínima, porém estendendo o prazo para 10 anos (considerando que não iremos vender o carro no caso da compra e no caso do aluguel, ele será renovado):

– Comprando o carro: R$ -98.570,88;
– Alugando o carro: R$ -85.618,57.

Em 10 anos, alugando o carro, iremos economizar aproximadamente 13 mil reais!!!

Vantagens/Desvantagens de alugar um carro:

– Não precisamos nos preocupar com manutenções e podemos investir o valor que seria destinado para a compra;
– Não podemos realizar alterações no carro.

Vantagens/Desvantagens de comprar um carro:

– Somos responsáveis pela manutenção e administração do carro;
– Podemos configurá-lo da forma que desejarmos.

Esta é a análise que realizei, gostaria de receber críticas e sugestões.

Obs.: Não considerei teorias de contabilidade para realizar a analise e está analise não é uma indicação do que é melhor, cada um deve utilizar as informações da maneira mais conveniente possível.

Planilha para download, clique aqui.

Forte abraço a todos, fiquem com Deus.

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Psicologia Financeira

Hoje li uma matéria no portal G1 sobre um aposentado que comprou um carro no valor de $ 34 mil em moedas de 1 real!!! Clique aqui para ler a matéria na integra.

Fazendo calculos rápidos, cheguei a conclusão de que se o senhor citado na matéria acima tivesse colocado o dinheiro na poupança, o mesmo teria o valor de R$ 44 mil, ou seja, R$ 10 mil a mais do que o valor obtido guardando o dinheiro embaixo do colchão!

O senhor fez errado?

A resposta certa é, depende, não sei!

Primeiramente ele provavelmente não tem conhecimentos em investimentos, segundo, algumas pessoas tem dificuldade em entender que o dinheiro na poupança realmente existe, talvez por não ser abstrato, terceiro, insegurança com o governo e instituição financeira (por ser mais velho, tem o receio de ficar com o dinheiro bloqueado – Plano Collor).

Observando as pessoas no meu dia-a-dia vejo que muitas olham para o extrato da poupança (somente como exemplo), como algo sendo apenas números, não sabendo dar o verdadeiro sentido para aquela quantia, talvez se esse mesmo senhor tentasse juntar esse mesmo valor na poupança (para ter rendimento), ele não iria conseguir.

Podemos aprender com essa história também que quando temos metas, criamos estratégias para a realização das mesmas, o aposentado colocou como meta : comprar um carro para comemorar sua bodas de ouro, ele tinha o prazo e o que desejava comprar, partiu para a ação e conseguiu realizar seu objetivo!

Outro ponto que cito e já tive essa experiência, é que juntar dinheiro apenas por juntar (deixar acumular um valor no banco) não funciona, todo dinheiro guardado precisa ter sentido, seja ele uma viagem, troca de carro, fundo de emergência, aposentadoria…não importa para que é, mas sempre dê nome aos bois, caso contrário, você irá gastar esse dinheiro sem saber!!!

Como vocês criam metas? Costumam dar nomes ao dinheiro guardado?
Compartilhe conosco a sua experiência e metodologia!

Forte abraço e ótimo final de semana.
Fiquem todos com Deus!

Categorias:Finanças

Economizando nas compras

Depois de muito tempo sem postar, estou voltando para comentar sobre uma forma que utilizo para economizar ao comprar itens como:
– Eletro-eletrônico
– Cosmético/Perfumaria
– Carro

Sabe aquele seu vizinho, amigo ou parente que trabalha em uma grande multi-nacional que fabrica carros e outro em uma fábrica de eletros? Por que não comprar o carro com ele? Por que não comprar o perfume que gosta com a sua tia que é representante de cosméticos?

Vantagens:
– Descontos em média de 30%;
– Retirada do produto normalmente mais rápido;
– Garantia facilitada pelo fabricante;

Desvantagens:
– Depender de alguém;
– As compras na grande maioria são à vista (para alguns isso é desvantagem);

E você? Tem algum amigo que compra coisas baratas pra você? Como faz para economizar nas compras?

Um post rápido e simples, apenas para praticar a escrita e me forçar a voltar ao blog!
Forte abraço a todos e fiquem com Deus.

Categorias:Finanças

Investimentos

Dando sequência aos posts sobre finanças, hoje vou falar um pouco sobre investimentos.
Como citado no post anterior sobre finanças pessoais, comentei que aproximadamente 55% da minha receita mensal, é investida.

O que é investimento?
 Investir significa aplicar um determinado capital em algum meio que lhe proporcione o aumento deste capital.

Quais são as opções de investimentos?
 Existe inumeras maneiras de se investir, vou falar sobre investimento financeiro.
 Hoje no mercado, existem inumeras opções de investimentos financeiros, vou dividi-los na seguinte forma:
  – Renda fixa: são ativos cuja remuneração ou retorno de capital pode ser dimensionado no momento da aplicação. Os títulos de renda fixa são públicos ou privados, conferme a entidade ou empresa que os emite. Ex.: poupança, tesouro direto (títulos do governo), CDB, debêntures, etc.
  – Renda variável: são ativos cuja remuneração ou retorno de capital não pode ser dimensionado no momento da aplicação, negociados nas bolsas de valores, de mercadorias e futuros. Ex.: ações da Petrobrás, Vale, ouro.

Hoje meus investimentos estão distribuidos como segue o gráfico abaixo:

Na renda fixa, tenho apenas dois investimentos:
 – Poupança: a velha e famosa caderneta de poupança que todos nós conhecemos.
 – Tesouro direto (títulos do governo): títulos de renda fixa emitidos pelo governo para saldar dívidas, investir no país, etc.

Na renda variável, meu portfólio é mostrado abaixo:

São ações visando o longo prazo. Meus critérios de seleção são baseados na análise técnica.

Preciso diversificar mais meus investimentos, principalmente minhas ações, estou fazendo isso aos poucos, estou dando prioridade ao meu fundo de emergência.

E vocês? Já investem? Como está dividido os seus investimentos?

Forte abraço a todos.

Categorias:Finanças

Reserva Financeira

Criar e manter um fundo de emergência é importante para qualquer pessoa e qualquer empresa, mas poucos o levam a sério!
Você já se perguntou quantos meses a sua empresa sobreviverá (sem nenhuma alteração em sua estrutura) se você não vender nada? Se um cliente não pagar suas contas em dia?

A criação de um fundo de emergência é uma das estratégias mais importantes para se adotar em uma empresa ou na sua vida pessoal para termos uma vida financeira saudável.

Por que é que ter um Fundo de Emergência é crucial para a saúde financeira de uma empresa?
– Dívidas: quando surgir algum gasto inesperado podemos recorrer a esse fundo ao invés de recorrer ao emprestismo ou cartão de crédito.
– Orçamento equilibrado: recorrendo ao fundo de emergência, não precisará mexer no seu orçamento mensal.
– Juros de mora: evitamos pagar contas atrasadas ou de ter um saldo negativo na conta bancária.
– Adiantamento de contas: possibilidade de conseguir descontos pagando as contas antes do vencimento.

Comece pequeno, se não conseguir colocar em seu fundo uma grande quantia por mês, coloque o que você conseguir. Independente do valor, o importante é começar o seu fundo aos poucos e ir aumentando de acordo com o orçamento.

Planeje sempre o seu orçamento para que assim você tenha idéia da sua real necessidade e não comprometa o seu orçamento para criar o fundo, não fazendo sentido os seus esforços.

Nas finanças pessoais minha e da minha namorada, definimos como meta criar um fundo de emergência que cubra 6 (seis) meses do valor definido para passarmos os meses. Para obter esse valor, todo mês é calculado 10% do valor destinado a investimentos para o fundo de emergência.

Onde depositar o fundo de emergência?

Não pense que o fundo de emergência é um dinheiro “parado” e que o mesmo poderia ser utilizado para outros fins, você dará valor somente quando precisar!

Não deixe o dinheiro do fundo guardado “embaixo do colchão”. Deposite o seu fundo em aplicações com alta liquidez, ou seja, alta capacidade de ser convertido em dinheiro. A opção que adotei foi depositar 2 (dois) meses na poupança e os outros 4 (quatro) meses em Tesouro Direto, assim obtenho juros com o dinheiro utilizado para cobrir despesas de emergência.

E você? Já pensou em criar um fundo de emergência pessoal ou para a sua empresa? Já possui um? Quais são as suas estratégias?

Forte abraço a todos.

Categorias:Finanças

Finanças Pessoais

No último post, iniciei uma nova categoria de finanças aqui no blog e é sobre este assunto que eu vou falar hoje. Vou falar um pouco sobre como organizo as minhas finanças.

Eu sou suspeito para falar sobre finanças, sou totalmente organizado quanto a isso, tenho uma planilha que lanço os meus gastos com tudo, desde o dinheiro dado ao rapaz que olha carro na rua!

Os lançamentos são dividios em duas categorias principais:
– Receitas: todo dinheiro que entra (salário, lucro de alguma aplicação financeira, 13º salário, etc…);
– Despesas: todo o dinheiro que sai da minha conta para pagar determinada conta ou algum “mimo”.

As depesas, são dividas em outras 4 (quatro) despesas:
– Despesas Fixas: aqui entra despesas que devem ser pagas todos os meses e o seu valor não muda. Ex.: pós-graduação, plano de saúde, academia, taxas do banco. Nessa divisão de despesa também entra despesas que são pagas anualmente, porém essas despesas são divididas por mês, depositados na poupança. Ex. Seguro do carro, IPVA, CRP, Licenciamento, Seguro Obrigatório.
– Despesas Variáveis: São despesas que devem ser pagas todo mês mas com um pouco de ajuste podem ser reduzidas. Ex.: Internet, Conta de Telefone, Celular, Combustível…
– Despesas: Adicionais: São despesas que não precisam ocorrer todo mês. Ex.: Balada, Roupa, Video-game.
– Despesas Extras: São despesas não planejadas. Ex.: Manutenção do carro, multas, remédios.

Cada despesa por sua vez, é divida em centros de custo. Ex.: Transporte, Alimentação, Transporte, Habitação, etc.

Para o controle mensal, planejo a receita e um valor fixo (aproximadamente 45% da receita) que será utilizado para os meus gastos e da minha namorada. Os gastos são distribuidos por centro de custo. O restante da receita, 55%, é investido (assunto para outro post).

Realizo os lançamentos aproximadamente 3 (três) vezes por semana, depois de lançar verifico se o dinheiro na carteira mais o dinheiro na conta bancária é realmente o valor que tenho de salto na planilha.

No meu relacionamento, tratamos o dinheiro dos dois como sendo do casal, ou seja, o que ela ganha (independente de ser mais ou menos) e o que eu ganho, é tratado como nosso e vamos gastando tento em vista o nosso planejamento.

E o que isso tem haver com a nossa Empresa?

Assim como é fundamental organizar nossas finanças, toda empresa precisa ter suas finanças organizadas, caso contrário, a falência é conseqüência da falta de organização.

E você? Como controla suas finanças ou a da sua Empresa?

Abraço a todos.

Categorias:Finanças

Empreendedor x Dinheiro

Hoje vou começar o post com uma pergunta:
Para se iniciar um negócio é necessário o empreendedor possuir dinheiro?

A resposta para essa pergunta depende muito do ponto de vista, na minha maneira de analisar a questão, eu vejo que o dinheiro para iniciar o negócio é fundamental, mas caso o empreendedor não possua capital para iniciar sua empreitada, ele não pode desanimar.

Com um bom Plano de Negócios e capacidade de buscar recursos, fica mais fácil de obter dinheiro. O dinheiro virá na proporção do talento.

Algumas maneiras para se levantar capital:

  • Financiamentos junto a instituições financeiras: Bancos.
  • Investidor anjo: Profissionais que aplicam seu próprio capital e experiência em empresas nascentes.
  • Capital de Risco: Empresa ou pessoa de investimentos que compram participações em projetos/empresas.

O dinheiro para o empreendedor é apenas uma ferramenta para realizar o seu sonho.

O verdadeiro empreendedor, mesmo depois de ganhar bilhões de reais, irá iniciar uma nova visão para construir uma nova empresa.

Com a Empresa que estou planejando montar, pretendo apresentar a grupos de investimentos que se intitulam por Capital de Risco, mas não posso depender apenas deles e por isso separo boa parte dos meus rendimentos em aplicações financeiras. Se não arrisco aplicar meu dinheiro na minha própria empresa, quem mais arriscaria?

Com esse post, inicio uma nova categoria de Finanças, vou tentar postar como faço para investir meu dinheiro e levantar capital próprio na Empresa.

Forte abraço a todos.

Categorias:Finanças